Pesquisa de Time Trocado

Episódio: Mande a Sua #357
Mecanismos: autoridade-inventada logica-absurda kafkiano

Setup

Milto aborda o Wendel, um corintiano roxo (“só Corinthians e Corinthians só”), alegando fazer uma pesquisa de futebol para o GE. Pergunta nome, idade e time — até aí uma pesquisa normal. O absurdo começa quando, ouvida a resposta, Milto anuncia que “já deu muito Corinthians” e pede para anotar Palmeiras no lugar.

Twist / Escalação

A justificativa escala em camadas cada vez mais kafkianas: primeiro é “cota de Corinthians batida”, depois “o percentual do Corinthians vai ficar grande demais”, depois “a galera do Jair vai reclamar lá no geral”. Milto chega a pedir assinatura para validar a fraude e insiste em “empatia com o Palmeiras” — como se o time rival fosse uma causa humanitária que o entrevistado está obrigado a adotar.

Melhores Reações

  • “Palmeiras não. Tu vai arrumar confusão comigo.”
  • “Sai daqui, Palmeiro. Sabe que Jesus tem poder.”
  • “Que repórter que é você?”
  • “Não assino não. Nem se você pagar 1 milhão.”
  • “Tá roubando a pesquisa.”

Análise

O prank funciona porque instala uma falsa autoridade (GE, pesquisa oficial, formulário com assinatura) e depois usa essa autoridade para violar a coisa mais sagrada que o entrevistado tem: o time de coração. A lógica absurda (“preciso bater cota de Palmeiras”) é deadpan o suficiente para parecer burocrática, e aí o entrevistado se vê num dilema moral impossível — ceder à pesquisa ou defender sua identidade. A cumplicidade do público vem do terror reconhecível de ser “trocado de time” por alguém com uma prancheta.

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